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Feridas da Alma 3 - ABANDONO

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  Depois de um mês de férias, volto aos meus textos com muita alegria e inspiração. Gostaria de retornar à minha série sobre Feridas da Alma, agora falando sobre mais uma que pode causar um trauma e desencadear, além de um sofrimento, atitudes (danosas) de autopreservação. O abandono pode ser uma experiência vivida na infância mas também pode ser vivida na vida adulta. Ambas trazem consequências graves para a vida do indivíduo. Quero tratar desses dois aspectos separadamente para que o leitor tenha mais clareza em identificar, ajudar, ou buscar ajuda para cada uma das formas. Em primeiro lugar gostaria de abordar sobre o abandono infantil. Vivemos um tempo muito difícil e de certa forma irresponsável no tocante à gravidez indesejada, não programada ou de mãe solteira, e algumas vezes gravidez até na pré adolescência. Essas crianças que nascem são fortes candidatas a serem abandonadas. Uma criança que é abandonada pelos pais, ou simplesmente por um dos progenitores, pode criar dur...

O Clube de Dança

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Era uma tarde fria mas ensolarada na colina de Muswell Hill, o vento soprava e desembaraçava os cabelos de Jessy enquanto ele olhava para o celular, acompanhando a chegada de seu ônibus pelo Google Maps. Faltava apenas um minuto para sua chegada, mas Jessy, fez questão de ficar atrás do acrílico protetor do ponto de ônibus por nome Brownload Road. Então ele olhou para o celular e quase que ao mesmo tempo, olhou para a rua vendo seu ônibus 22 dobrar a esquina em sua direção, em total sincronia com o aplicativo, justificando a fama da pontualidade britânica. Jessy entrou e rapidamente subiu para o segundo andar do ônibus porque adorava ficar na frente olhando a estrada numa vista do alto. Ele sentou-se no primeiro banco, no lado do corredor. Olhava ao longe as árvores sem nenhuma folha mas com os galhos todos apontados para cima, parecendo mais as costas de um porco-espinho. A rua era mais estreita do que havia visto em outros países, carros vinham na direção contrária, e outros ônibus ...

Feridas da Alma 2 - HUMILHAÇÃO

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Hoje eu quero falar sobre outra ferida da alma que por vezes é confundida por uma questão de semântica. HUMILHAÇÃO - o dicionário traz como significado: Ação em que alguém humilha, rebaixa, diminui o valor de outra pessoa ou coisa; rebaixamento moral; afronta, diminuição. Quem teve sua honra ou dignidade ofendida; desonra, vergonha. Ação em que uma pessoa é diminuída numa escala hierárquica. Ato que resulta em obediência; abatimento, submissão. Há um texto bíblico muito mal interpretado é Lucas 14:11 - " Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado". Já vi muitas pessoas usando esse texto como uma bandeira de vingança, como se dissesse "Quem ri por último ri melhor". Antes de falar especificamente sobre a ferida emocional, gostaria de falar um pouco sobre esse texto. Muitas pessoas tem dificuldade em distinguir humilhação de Humildade. Uma pessoa ser humilde não quer dizer que ela é uma pessoa que se humilha. O texto fala sobre a pos...

Feridas da Alma 1 - REJEIÇÃO

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Vou escrever uma série sobre feridas da alma e este é o primeiro post da série.  Gostaria de compartilhar com vocês sobre uma das feridas mais profundas que o ser humano pode carregar. Trata-se da REJEIÇÃO. Uma ferida que não é vista à olho nu, mas que fica alojada profundamente na alma e se não tratada pode ser uma (má) companhia pro resto da vida. A rejeição é uma ferida emocional, geralmente causada por situações vividas na infância e que pode afetar a vida adulta. A causa, na maioria das vezes, vem por parte dos pais (de um ou de ambos), mas que nem sempre esses progenitores tenham tido alguma intenção em rejeitar o filho(a). Quem sofre desta ferida se sente rejeitado internamente, interpretando tudo que acontece ao seu redor à luz de sua ferida, ou pela lente desse mau. Se sente rejeitado em situações em que, na verdade, não é. Diante dessa experiência, a criança começa a criar uma máscara para se proteger desse sentimento. Usa essa máscara para disfarçar a desvalorização de...

Pais e Filhos

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Esses dias atrás recebi um pequeno video pelo WhatsApp de duas crianças esperando pelo pai que estava chegando numa carreta, fazendo a curva em direção à residência enquanto as crianças não aguentavam de tanta euforia. Elas balançavam as mãos, pulavam, não se continham de tanta alegria em ver o pai caminhoneiro chegando. Ver aquela cena me lembrou meus filhos, quando me esperavam no Aeroporto de Ipatinga. Da janela do pequeno avião da Total Linhas Aéreas, enquanto aterrissava, eu olhava aqueles fofinhos acenando para o avião, olhos arregalados, sorriso estampado, coisas que só pais muito atentos conseguem enxergar de longe. Nós descíamos na pista mesmo e íamos caminhando até o desembarque. Grudados na grade dando tchau pra mim e depois correndo para o portão de desembarque. É uma cena que todo Pai merece ter. Se você, meu querido leitor, ainda não teve essa experiência, eu realmente sinto muito por você. Mas espero, de coração que tenha. Sempre sonhei em estar presente na vida dos meus...

Urgências

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Estou assistindo uma série de suspense e ficção científica da televisão americana chamada SALVATION. Na série um grupo seleto de pessoas, entre estudantes do MIT, um grande empresário do setor tecnológico  e pessoas do governo, precisam lidar com a ameaça de um asteroide que está em rota de colisão com a Terra. Cada um dos personagens principais tem de lidar com sua visão sobre o que é prioridade face à possibilidade de o mundo acabar em 150 dias. Assistindo a isso é fácil deixar vir à mente a pergunta: O que você faria se tive apenas 150 dias de vida? Provavelmente um grande percentual responderia que gostaria de estar perto da família, perto das pessoas que mais ama. Outros talvez gostariam de viajar e ver o que ainda não viram do mundo, outros ainda fariam sua lista de botas, com 15 coisas que precisam fazer antes de morrer. Se eu fizesse uma enquete aqui, tenho certeza que o número de possibilidades seria enorme. A verdade é que todos nós estamos caminhando em direção à morte, ...

Dating

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Assistindo a alguns programas de TV, em especial do canal Lifetime, e tendo conhecimento de novos aplicativos para celular, resolvi fazer uma reflexão sobre relacionamentos. Apesar de já ter escriro vários posts no meu blog sobre o assunto, me atrevo a escrever mais um. Sou de um tempo que conhecer pessoas era uma atividade puramente presencial. Não existia Internet, telefone era só para ricos, e celular??? Só muitos anos depois. Então as relações eram mais verdadeiras, você via o que estava na sua frente, a não ser que fosse cego ou se tivesse um enorme problema de vista. Existiam os mentirosos? Sempre existiram; existiam os psicopatas? Sempre existiram; existiam os fakes? Sempre existiram, mas o nome era menos chic, eram falsos mesmo. Mas você conhecia "tete à tete" e tirava suas próprias primeiras impressões e que nós sabemos o quão importantes elas são. E até namoro à distância não rolava muito porque tinha de ser por carta. Então...cada diálogo levava semanas...