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Pais e Filhos

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Esses dias atrás recebi um pequeno video pelo WhatsApp de duas crianças esperando pelo pai que estava chegando numa carreta, fazendo a curva em direção à residência enquanto as crianças não aguentavam de tanta euforia. Elas balançavam as mãos, pulavam, não se continham de tanta alegria em ver o pai caminhoneiro chegando. Ver aquela cena me lembrou meus filhos, quando me esperavam no Aeroporto de Ipatinga. Da janela do pequeno avião da Total Linhas Aéreas, enquanto aterrissava, eu olhava aqueles fofinhos acenando para o avião, olhos arregalados, sorriso estampado, coisas que só pais muito atentos conseguem enxergar de longe. Nós descíamos na pista mesmo e íamos caminhando até o desembarque. Grudados na grade dando tchau pra mim e depois correndo para o portão de desembarque. É uma cena que todo Pai merece ter. Se você, meu querido leitor, ainda não teve essa experiência, eu realmente sinto muito por você. Mas espero, de coração que tenha. Sempre sonhei em estar presente na vida dos meus...

Urgências

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Estou assistindo uma série de suspense e ficção científica da televisão americana chamada SALVATION. Na série um grupo seleto de pessoas, entre estudantes do MIT, um grande empresário do setor tecnológico  e pessoas do governo, precisam lidar com a ameaça de um asteroide que está em rota de colisão com a Terra. Cada um dos personagens principais tem de lidar com sua visão sobre o que é prioridade face à possibilidade de o mundo acabar em 150 dias. Assistindo a isso é fácil deixar vir à mente a pergunta: O que você faria se tive apenas 150 dias de vida? Provavelmente um grande percentual responderia que gostaria de estar perto da família, perto das pessoas que mais ama. Outros talvez gostariam de viajar e ver o que ainda não viram do mundo, outros ainda fariam sua lista de botas, com 15 coisas que precisam fazer antes de morrer. Se eu fizesse uma enquete aqui, tenho certeza que o número de possibilidades seria enorme. A verdade é que todos nós estamos caminhando em direção à morte, ...

Dating

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Assistindo a alguns programas de TV, em especial do canal Lifetime, e tendo conhecimento de novos aplicativos para celular, resolvi fazer uma reflexão sobre relacionamentos. Apesar de já ter escriro vários posts no meu blog sobre o assunto, me atrevo a escrever mais um. Sou de um tempo que conhecer pessoas era uma atividade puramente presencial. Não existia Internet, telefone era só para ricos, e celular??? Só muitos anos depois. Então as relações eram mais verdadeiras, você via o que estava na sua frente, a não ser que fosse cego ou se tivesse um enorme problema de vista. Existiam os mentirosos? Sempre existiram; existiam os psicopatas? Sempre existiram; existiam os fakes? Sempre existiram, mas o nome era menos chic, eram falsos mesmo. Mas você conhecia "tete à tete" e tirava suas próprias primeiras impressões e que nós sabemos o quão importantes elas são. E até namoro à distância não rolava muito porque tinha de ser por carta. Então...cada diálogo levava semanas...

Karatê Kid X Cobra Kai - Uma reflexão sobre o Bem e o Mal

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Quem tem por volta dos 45 a 50 anos assistiu o filme Karatê Kid, que se tornou uma febre entre os adolescentes da época. Era a década de 1980, onde vivíamos a ditadura, mas nós mesmos nem sabíamos o que isso significava. Preferíamos falar de música, de filmes, entre os preferidos estavam Star Wars e a recente saga de Daniel San e seu mestre Sr Miyagi. A trilogia foi um verdadeiro sucesso entre meninos e meninas, eu mesmo fui um dos que procuraram academias de Karatê, e por lá fiquei muitos anos. A recente continuação da saga, que se transformou em uma série da Netflix por nome de COBRA KAI, levantou uma questão muito mais que nostálgica, levantou uma questão sobre nossa visão sobre " O Bem e o Mal". Não sou crítico de cinema, e é claro que quem está assistindo a essa série, o está fazendo pela ligação com o Karatê Kid, porque na verdade é uma série bem fraquinha, tipo vários filmes de seção da tarde, mas também era a proposta do Karatê Kid. Na trilogia Karatê Kid era uma l...

De Nashville à Toscana

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Annie era uma mulher vibrante, alegre, de sorriso fácil, daquelas que todo dia passa e rouba uma das maçãs nas barracas de fruta do mercadinho do Sr Rhavi, um indiano que havia deixado há muitos anos, Bombaim, sua agitada terra natal, hoje chamada de Mumbai, e mudado para a pacata região da Toscana, em especial a cidade de San Geminiano. Todo dia ela faz isso, ele já a conhece, sempre dá um grito, como aprendeu com os italianos: - Ragazza birichina!! Porca Miséria!! Mas depois abre um sorriso porque lembra que aos sábados pela manhã ela sempre faz a feira e paga por cada maçã "roubada" e ainda dá uma boa gorjeta. Annie é daquelas que brinca com todo mundo, que faz piada de tudo e até os rapazes tem receio de dar um cantada pra não sair com "um quente e dois fervendo". A não ser o mais atrevidos como foi o caso de uma vez, quando ela passou na cafeteria e pediu um café preto pra viagem, daqueles tipo americanos que vem em copo grande fechado. Um gajo, met...

Chá das Cinco

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Era uma tarde fria e chuvosa nos arredores da bela e Lúgubre Londres. O inverno estava agonizando seu fim, mas ainda tinha forças suficientes para castigar o lugar com seu sopro gélido. As mãos do homem, mesmo protegida pelas luvas, estavam guardadas dentro dos bolsos do casaco de tecido grosso por fora e de pele quente por dentro, pele essa que contornava a cabeça dentro do capuz. Ele estava em pé, encostado em uma das pilastras de ferro da Finchley Road Station. O vento soprava frio e cortante como uma navalha no rosto daquele homem. A chuva era leve, a noite começava a avisar que estava chegando. Transeuntes iam e vinham, subiam e desciam as escadas daquela estação diferente das outras por que não era underground, é uma estação na superfície. Ele olhava a multidão, pensava em quantas histórias estavam passando por ali, naquele exato momento. Alguns vindo do trabalho, outros de passeios no Hampstead Heath Park, que não fica muito distante, e outros ainda como os milhares de turista...

Perdão - Uma visão também no espelho

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Hoje eu gostaria de falar com meus leitores sobre um assunto que é matéria para quase todas as disciplinas humanas existentes. O perdão é matéria para a Psicologia, para a Medicina, para a Teologia, e daí pra frente. Na psicologia, a falta dele pode ser evidenciada com a insônia, amargura, melancolia, e até a depressão. Na medicina, é estudado as dores físicas, as úlceras gástricas, e até a ansiedade. Na teologia, o assunto falta de perdão vai falar sobre amor, sobre o caráter perdoador de Deus, e o mais forte, que " se não perdoarmos, não seremos perdoados" A maioria das vezes que ouvimos ou lemos sobre esse tema, a visão é sempre para o próximo. Perdoar seu irmão, perdoar seu próximo, até mesmo perdoar seu inimigo. Mas hoje gostaria de pensar com você sobre o perdão na dimensão do espelho, ou seja, o perdão a si próprio. De certa forma é menos difícil perdoar alguém que você não convive, que você vai perdoar e não vai ter de estar com ele 24 horas do dia. É menos d...